Além das razões clássicas para a obesidade, aumento da ingestão calórica e diminuição na prática de atividade física, outros fatores estão sendo estudados como possíveis causadores da obesidade: privação de sono, elevação do stress diário, microbiota intestinal, baixa ingestão de cálcio e disruptores endócrinos. Este último trio vem causando muita polêmica, principalmente por terem ligação com a obesidade infantil.
Estudos recentes mostraram que a flora intestinal de indivíduos obesos foi identificada como diferente da flora de indivíduos com peso saudável. Uma pesquisa realizada com ratos mostrou que entre os obesos, a proporção de bactérias que ajudam no processo de digestão é menor, o que contribuiria para a obesidade.

O outro fator muito comentado é o dos disruptores endócrinos, que são agentes e substâncias químicas, encontrados em produtos farmacêuticos, produtos de limpeza, plásticos, metais e agrotóxicos, que promovem alterações no sistema endócrino humano e nos hormônios. Algumas pesquisas identificaram uma relação entre exposição a bisfenol A, presente em latas de refrigerante, e maior acúmulo de gordura em ratos, além de ingestão do composto ftalato, presente em plásticos de mamadeiras e brinquedos, e aumento de resistência insulínica. Pesquisas indicam que o efeito dos disruptores endócrinos é mais prejudicial a crianças, e que pequenas quantidades podem ter grande impacto. Apesar disso a legislação não oferece suporte para que seus níveis sejam tão rigorosamente fiscalizados quanto deveriam.

Além desses a ingestão de cálcio e de vitamina D também vem sendo citadas como contribuintes da obesidade por estabelecerem uma relação inversamente proporcional ao IMC. Estudos sugerem que crianças que consomem menos porções de leites e derivados tendem a consumir mais alimentos gordurosos e açucarados.

Enquanto a ciência tenta esclarecer esses fatores, sugerimos a fórmula tradicional de atividade física regular e dieta equilibrada para evitar a obesidade.