De 1999 até 2010, pesquisadores das universidades de Navarra e Las Palmas de Gran Canária da Espanha avaliaram as dietas, estilo de vida e doenças de 12.059 voluntários que inicialmente não apresentavam nenhum sinal da “doença do século XXI”, a depressão. Ao final do estudo, 657 casos de depressão foram identificados, e aqueles que consumiam gorduras do tipo trans apresentaram um risco aumentado 48% de desenvolver a doença do que aqueles que não consumiam. A pesquisa também constatou que um menor risco de depressão está associado com o maior consumo de gorduras consideradas boas, como: azeite, ácidos graxos monoinsaturados e ácidos graxos poliinsaturados. Estes resultados sugerem que as doenças cardiovasculares e depressão podem compartilhar alguns determinantes comuns nutricionais relacionados aos subtipos de gordura ingerida.

Modificações na dieta que podem ajudar no quadro de depressão são:
– Aumentar a quantidade de verduras verde-escuras no prato como espinafre, agrião, e brócolis. Elas possuem ácido fólico que tem ação anti-depressiva,
– Incluir carboidratos como pão, macarrão, arroz e cereais integrais. Eles fornecem triptofano, composto precursor a serotonina, que é a substância responsável pela sensação de bem-estar e felicidade,
– Acrescentar castanhas nos lanchinhos. Elas são boas fontes de selênio, mineral que age na fadiga e melhora o bom-humor.