O trabalho, publicado em janeiro deste ano no periódico Clinical Nutrition, mostrou que, em pacientes com diabetes do tipo 2, as concentrações de magnésio plasmático estavam inversamente correlacionadas com as glicemias de jejum e pós-prandial de 2 horas. Dentre os indivíduos avaliados, 63% tinham níveis plasmáticos de magnésio abaixo do recomendado e apresentavam sintomas mais exacerbados da doença. A ingestão insuficiente do mineral foi encontrada em 82% dos pacientes e outro fator que colabora para esta deficiência é a função renal diminuída, comum nesse tipo de diabetes, que pode levar a altos níveis de magnésio na urina.

O magnésio é responsável pela estimulação de proteínas e substratos envolvidos na sinalização insulínica, ativação de receptores de insulina, influenciando assim o controle de glicemia e os sintomas da diabetes tipo 2. Ele tem um papel importante também pra quem faz atividade física, pois ajuda a eliminar radicais livres prevenindo contra lesões. Além disso, pesquisas têm demonstrado que pessoas agitadas e estressadas têm déficit de magnésio muscular, o que evidencia outra função do mineral desta vez no relaxamento dos músculos e artérias.

Suas principais fontes são verduras verde-escuras, sementes e grãos como: acelga, amêndoas, semente de abóbora, e trigo. Para aumentar o consumo do mineral prefira sempre a versão integral dos grãos, pois os processo de refinamento e clareamento resultam na perda de mais do que 80% do teor de magnésio.

Alimento (100g) Magnésio (mg)
Acelga cozida 85
Amendoim 168
Avelã 163
Grão de soja 245
Amêndoas 275
Castanha do Pará 376
Semente de abóbora 535
Farelo de trigo cru 611

*Tabela de composição química dos alimentos da UNIFESP