Produzido por pesquisadores do Instituto Karolinska de Estocolmo, o estudo mostrou que dentre seis mil mulheres, que entraram na menopausa, aquelas que tomavam pelo menos cinco xícaras de café por dia possuíam um risco 57% menor de desenvolver câncer de mama do subtipo “hormônio não-responsivo”, do que as que consumiam quantidades inferiores a esta. O café pode ser um aliado no combate desse subtipo de câncer com receptores de estrogênio negativos, que não respondem a fármacos, sendo tratado através de quimioterapia na maior parte dos casos.

Além desse estudo, a ciência já mostrou muitos outros benefícios associados ao café. Por ser rica em ácidos caféico, cumárico e ferrúlico, essa bebida tem alto efeito antioxidante, diminui inflamações e ajuda na redução a resistência insulínica. Segundo um estudo publicado em 2007 na revista Neurology, o consumo de pelo menos três xícaras de café por dia diminui a perda de memória visual em idosos.

Para quem pratica atividade física a cafeína contida no café é considerada uma das substâncias mais eficazes para melhorar o desempenho. Suas ações mais conhecidas são: estímulo do sistema nervoso central, aumento da força de contração dos músculos e maior mobilização de gordura durante atividades físicas de longa duração, elevando a disponibilidade de energia para o esforço. Atua também na redução da percepção de esforço, pois modifica o limiar da dor.

Mas, como a polêmica do café, continua agitando os meio científicos, reforçamos que as medidas mais seguras para proteger as mulheres de doenças ainda é o trio: peso adequado, baixo ingestão alcoólica e exercício físico.